“Ainda dá tempo”, diz ministro da Integração sobre combate ao zika vírus

Meses de dezembro e janeiro facilitam ações contra proliferação do mosquito.

Governo federal prepara força-tarefa para Alagoas (Foto: Milton Rodrigues / Alagoas 24 Horas)
Governo federal prepara força-tarefa para Alagoas (Foto: Milton Rodrigues / Alagoas 24 Horas)
Se a transmissão do zika vírus ainda não possui uma conclusão científica, ou mesmo uma vacina definitiva, o vírus – que antes era transmitido somente pelos mosquitos – pode também ter sua difusão associada às relações sexuais sem preservativos e até mesmo a ingestão de leito materno, o que se traduz em um risco social incalculável.
A gravidade da situação exige do governo federal um plano de emergência. De acordo com o Ministro da Integração, Gilberto Occhi, que está com agenda em Maceió na manhã desta sexta-feira (04), o combate ao foco do mosquito ainda pode ser feito com eficácia, de modo a minimizar esses danos na população.
“Ainda estamos em um período do ano em que as chuvas não chegaram ao Nordeste. Então temos dezembro e janeiro para combater o foco e minimizar, cada vez mais, o risco do zika vírus, da dengue e da febre chicungunya”, pontua o ministro.
Para isso, o governo federal quer movimentar o Exército para atuar em parceria com o Corpo de Bombeiros e os agentes de saúde, em mutirões que buscam conscientizar a população, além de combater diretamente a origem do mosquito nas residências.
“Esse trabalho não é de apenas uma pessoa. Amanhã [05/12] estarei com a presidenta Dilma e com o ministro Marcelo Castro, do Ministério da Saúde, lá no comando militar do Nordeste, em Recife, onde o Exército vai atuar apoiando todas as cidades de Pernambuco. Tenho certeza que quando começar aqui, com apoio do governador Renan Filho e do prefeito Rui Palmeira, nós também vamos conseguir vencer”, diz o ministro.
No entanto, a força-tarefa ainda não tem prazo para ser iniciada em Alagoas. Sendo o tempo o maior adversário da infestação, a Prefeitura de Maceió, juntamente com o Ministério Público Estadual (MPE), já corre atrás de resolver o impasse de proprietários de residências que não permitem a visita de agentes de endemias. A ideia é facilitar o acesso à informação sobre a proliferação  do mosquito.